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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Cuidado nas organizações: mais que gestão pessoal

Por Caren Baraúna, Larissa Mahall e Samara Silveira

O cuidado há de estar presente em tudo... 
(Leonardo Boff)


O cuidado é inerente ao ser humano, está nele a priori, antes de qualquer experiência. No entanto, a evolução do trabalho fez com que o homem perdesse esta noção e se tornasse um ser dominador, consumidor. O cuidado é a atitude, o sentimento que dá expressividade para a humanização, conforme o texto “Saber cuidar” de Leonardo Boff. 

O termo cuidado vem do latim e significa cura, preocupação. E, nos dias de hoje essa palavra tem se restringido aos “cuidados da mãe” ou “do médico”, entretanto, o cuidado está presente em tudo, sustentando o modo-de-ser do ser humano. 

Levando para o lado comunicacional nas organizações, vemos que o as pessoas buscam manter os dois modos-de-ser: o modo trabalho(preocupado em dominar e fazer o mundo adaptar-se às suas necessidades) e o modo cuidado, estabelecendo uma relação entre sujeitos, diferente do trabalho, parte para o lado emocional. 

Esse fenômeno é imprescindível para as relações interpessoais, afinal o diálogo é de sujeito-sujeito. Essa situação se evidencia ainda mais no tratamento com os colaboradores de uma empresa: não é somente gerir pessoas, mas cuidar delas. Essa responsabilidade, porém, fica exclusiva de um gestor, mostrando sua atitude de trabalho-poder que ao invés de humanizar, coisifica o processo. 

Humanizar o trabalho é, talvez, a maior chave para o sucesso nas relações e práticas humanas, ou seja, é ser livre e responsável ao mesmo tempo e em todos os lugares. Cuidar e valorizar as pessoas, fazer disso uma atitude. A questão não é simplesmente romper com o paradigma do trabalho (até porque isso seria impossível), e sim realizá-lo de maneiras diferentes. Afinal, máquinas podem até fazer o mesmo trabalho que uma pessoa, mas o esmero de cada ser humano jamais poderá ser copiado por um computador.



Referência : BOFF, Leonardo. Saber cuidar: ética do humano - compaixão pela terra. Petrópolis: Vozes, 2002.

3 comentários:

Larissa Mahall disse...

Nesse texto, percebi como a boa comunicação escrita nos remete a reflexões profundas e críticas sobre o dia-a-dia. Cuidar, simplesmente cuidar, pode e faz toda a diferença.

Jonathas disse...

E esse cuidado devemos ter não só na vida profissional, mas na pessoal também. Na minha opinião, isso é essencial.

Larissa Mahall disse...

Obrigada, Jonathas. É verdade: não dá para separar vida profissional e pessoal, ambas devem ser bem-tratadas, cuidadas.

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