Criação de cotas para negros nas universidades, reclassificação de cor/ raça/etnia, são situações mal resolvidas e não entendidas pelas pessoas. O preconceito dito “racial” é mascarado pela sociedade brasileira.
A raiz dessa questão desponta na época da abolição da escravatura em 1888, quando os escravos, foram jogados para fora das fazendas sem a menor condição de se sustentarem. Estavam livres, porém marginalizados. Esta questão arrasta-se até os dias de hoje. Prova disso são os altos índices de pobreza da população negra do Brasil – eles somam 65% das pessoas de baixa renda do país.
As cotas destinadas aos negros em universidades federais brasileiras geram polêmicas e maqueiam uma realidade. Muitas pessoas mostram-se a favor, afirmando que isso é o pagamento de uma dívida histórica do país e outras se mostram contra, dizendo que isso é uma forma de preconceito. O ponto de discussão maior nesse sentido é: como definir quem é realmente negro? O que é ser negro? Fato é que a raça humana é uma só, repleta de etnias e grupos culturais distintos e é inaceitável diferenciar as pessoas pela cor de sua pele. Tudo isso seria resolvido se o investimento em educação fosse planejado e eficaz.
Patrícia Ashley afirma a existência da problemática, ao mencionar em seu livro Ética e Responsabilidade Social nos Negócios, uma pesquisa sobre a inserção do afro-descendente no mercado de trabalho brasileiro: desafios e dilemas para a construção de políticas étnicas nas organizações. Esse estudo mostrou que seis em casa dez casos de discriminação por cor estão relacionados com ofensas no local de trabalho. A possibilidade de ascensão de pessoas negras é bem menor e quando estes alcançam cargos de chefia, chegam a ganhar três vezes menos do que uma pessoa branca.
Apesar de haver punição para esse ato ilegal,
Patrícia Ashley afirma a existência da problemática, ao mencionar em seu livro Ética e Responsabilidade Social nos Negócios, uma pesquisa sobre a inserção do afro-descendente no mercado de trabalho brasileiro: desafios e dilemas para a construção de políticas étnicas nas organizações. Esse estudo mostrou que seis em casa dez casos de discriminação por cor estão relacionados com ofensas no local de trabalho. A possibilidade de ascensão de pessoas negras é bem menor e quando estes alcançam cargos de chefia, chegam a ganhar três vezes menos do que uma pessoa branca.
A Constituição Federal Brasileira em sua Lei nº 7.716/89 afirma que: “Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.” A pena para esse crime varia de dois a cinco anos de prisão. Essa legislação se deve aos movimentos negros organizados na década de 70, que buscavam definir a identidade negra com base descendência e não na auto-definição.
continua-se a desigualdade, ora no ato de contratação ou indicação para chefia. A criminalização não soluciona o problema, mas a educação e aceitação das diferenças. E, isso deve ser apreendido desde criança e disseminado nas organizações, principalmente pelos empresários, que têm o poder de tomada de decisão. Essa situação é delicada e merece atenção, pois a desigualdade racial é uma problemática que fere os Direitos Humanos. Semelhantes às ações e projetos de cunho ambiental, a discriminação racial no ambiente organizacional deve ultrapassar retórica “politicamente correta” e atender as reais necessidades desse público.
Não se deve tratar as pessoas como vítimas ou “coitadas”, mas o zelo e ética devem guiar as práticas e política da empresa, principalmente na veiculação de campanhas conscientizadoras, que muitas vezes afastam e não ensinam nada, só cumprem uma disfarçada inclusão empresarial. Aqui, muitos RPs enganam-se ao somente veicular informação sem estudar corretamente sua abordagem.
A discussão é grande, porém poucas decisões são firmadas. Para alguns autores, não é correto definir as cores humanas em raça, pois a raça só é uma, a humana. O certo é substituir o conceito de raça por etnia e assim permitir que as pessoas se envolvam mais. Isso implica confusão na definição de cor/raça/etnia, que é relacionada com a situação socioeconômica dos indivíduos. O que causa a diferenciação não são as características físicas e sim as ideológicas #prontofalei.
Sec. XXI, e ainda vemos gente jogando lixo nas ruas, políticos roubando, alunos pichando escolas e esse tipo de manchete.
As mudanças sociais não acontecem, elas são construídas e, para isso é precisso haver consenso, participação de todos.

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