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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ética no trabalho: uma atitude profissional

Por Caren Baraúna, Larissa Mahall e Samara Silveira

Tomar decisão ética no local de trabalho não é uma tarefa fácil, pois tais decisões não dependem só de uma pessoa,mas do grupo. Ética é um fato coletivo. Para Carole Benett (2008), “um ato ético trás beneficio para a maioria das pessoas, ajuda a se sentir melhor com elas mesmas, não infringe a liberdade de expressão, porém pode ser desafiador ou estressante em curto prazo”. A autora também lista os seguintes passos para analisar o comportamento ético: 1- Background (detalhar a situação); 2- Conflito (descrever o conflito); 3- Resultado (identificar as decisões e seus resultados); 4- Impacto (listar os impactos da vida das pessoas); 5- Peso (comparar as decisões e seus resultados); 6- Decisão (decidir e defender sua decisão). Pois bem, é necessário antes de tudo, parar e pensar antes de tomar qualquer decisão e fazer uma escolha. Somente assim uma atitude ética pode ser concretizada.

Para você trabalhar em um bom lugar e gostar do seu emprego é necessário que este não entre um conflito com seus valores e ética,pois os valores e as práticas éticos do CEO acabam se tornando parte da cultura corporativa (modo informal da empresa realizar seus negócios). Para evitar conflito dos valores corporativos e as crenças pessoais dos empregados é importante que os fornecedores sigam as leis e diretrizes ambientais apropriadas. Muitas empresas desenvolvem diretrizes de comportamento ético, para controlar, por exemplo, a falsificação de currículos e experiência profissionais, que infelizmente há em grande quantidade nessas organizações.


As organizações estão sujeitas a influências externas sobre a ética, decorrentes de conflitos de interesses e, gerando pressão nos funcionários. No caso das ligações telefônicas pessoais, é preciso estabelecer critérios tanto para funcionários como para os familiares, que devem estar atentos para o tempo e objetivo da ligação. Caso semelhante deve ser averiguado na questão de visita dos filhos ao local de trabalho, situação que deve ser feita em momento apropriado e em comum acordo com os chefes. Segundo emprego e atividades extras merecem atenção e cuidado quando exercidas. Essas atividades devem considerar fatores como: não atrapalhar o emprego principal; não concorrer com o produto/serviço; não usar tempo nem bens da empresa para o segundo emprego e executar o trabalho de modo eficaz em ambas ações.

Sobre atividades políticas, é importante não usar da empresa como zona eleitoral, por isso não é adequado usar buttons políticos, usar de autoridade para interferir em uma eleição, mas, por outro lado, é permitido assumir cargos em clubes e assinar petições de nomeação. Outro caso que gera dúvida e inquietação fala dos presentes recebidos dos consumidores, pois se mal observada pode gerar conflitos e obrigações de retribuição. Para saber como agir é só se perguntar: Isso é errado e devo recebê-lo de modo escondido? Mas, é aceitável receber calendários, canecas, canetas e agendas

O aumento da tecnologia inovou processos das empresas, mas também trouxe problemas sobre decisões éticas. O computador e software do trabalho são do trabalho, portanto não devem ser comercializados ou usados para fins pessoais. Nas ligações telefônicas e correio de voz, os assuntos tratados devem ser pertinentes ao trabalho e as informações dadas devem ser verdadeiras e objetivas, para não gerar ruído na comunicação. Jogos, papel de parede e pornografia no computador seguem a mesma linha de cuidado, além de serem inapropriados, não são saudáveis.

A Comunicação e ética requer cuidado para que não haja conflitos, ruídos, boatos. Para que isso não ocorra o diálogo deve ser claro, objetivo e considerar as especificidades dos públicos. Informação confidencial merece destaque, pois os funcionários devem estar cientes do grau de importância e sigilo de determinado documento, arquivo ou fato da empresa. Apropriar-se de algo que é de outra pessoa vai de encontro com valores morais e éticos; com isso, os sabotadores devem ser monitorados e orientados sobre suas práticas erradas e prejudiciais.

Carole Bennett aborda ainda, que as questões de relacionamento são delicadas em qualquer organização em que se trabalhe. Como contar sobre os eventuais boatos que correm entre os funcionários? Qual o limite entre informar e fofocar? É importante lembrar que essas informações repassadas aos chefes podem servir de impulso para gerar os esclarecimentos tão desejados, comentados e necessários. Já os envolvimentos amorosos, Bennett enfoca o quão prejudiciais (acusação de favoritismo e atenção e mal estar quando terminam) eles podem ser e suas eventuais consequências. Outra questão não menos delicada abordada pela autora é o assédio sexual e as diferentes formas que ele toma. Ela afirma que a questão deve ser tratada com firmeza e caso necessário deve-se buscar ajuda e ainda que seus superiores sejam obrigados por lei a investigar qualquer questão dessa natureza.

Deve-se estar atentos a ações pontuais como: o uso compartilhado de geladeiras (e as várias situações constrangedores que isso pode causar), o plágio de trabalhos de colegas, violência, abuso de drogas ou álcool e as sempre polêmicas festas. Por fim, têm-se três escolhas: 1- Aceitar a situação; 2- Deixar a empresa ou 3- Fazer algo a respeito.

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