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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Responsabilidade Social como estratégia organizacional

Por Caren Baraúna, Larissa Mahall e Samara Silveira


Durante muito tempo a noção de ética compreendida pelas organizações limitou-se aos códigos de ética, baseados em “pode” e “não pode”. No entanto, em um mundo mutante e globalizado, as organizações assumem papel mais importante na sociedade do que simples geradores de emprego e esse tipo de política passa a não suprir mais os valores que norteiam essas instituições. 

Muitos gestores, na ânsia de transparecer adequação a essa nova realidade acabam importando modelos prontos de outras empresas ou mesmo realizando filantropia (que é diferente de RS) e ignoram a cultura de sua organização. Considerar a cultura organizacional nesse processo é muito importante, pois a RS precisa ser de fato incorporada aos valores da empresa e dos colaboradores, deixando o caráter filantrópico de lado. [mais do que nunca] transparência nos negócios, respeito ao meio ambiente, respeito às pessoas (e suas peculiaridades) e envolvimento com a comunidade - a famosa responsabilidade social.

Para o mercado global, o conceito de responsabilidade social vem sendo apresentado como uma questão estratégica para a sobrevivência ao longo prazo. Tais estratégias recebem novos elementos como ecologia, ética e cidadania que orientarão as atitudes e práticas da empresa perante o mercado.É importante neste contexto entender a diferença entra racionalidades e decisões empresariais. A primeira representa o modo de valorização, reflexão e decisão de cada empresa, revelando seus princípios éticos. Já as decisões são guiadas pelos valores de cada pessoa e refletem aos seus princípios de conduta.

Para que aja a complexidade de interesses e desafio de seus valores muitas empresas aplicam variadas formas de ética empresarial, porém a maioria elabora seu próprio código de ética. Muitas empresas para conhecer a racionalidade subjacente, sua finalidade, os segmentos sociais da sociedade local e internacional representados pelos com que contribuíram para elaboração e aplicação do seu modelo de gestão, conhecer ainda, como é medido quantitativa e qualitativamente o conceito do objeto da ferramenta gerencial entre outros, procuram modelos de gestão empresarial cidadã que monitoram o conceito de responsabilidade social e ético. Como exemplo disso está o Instituto Ethos.


O Instituto Ethos, tem como missão mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável. Inspirada nesse entendimento, a autora Patrícia Almeida Ashley, listou os 7 indicadores Ethos de RSE, baseada nos termos e variáveis da versão 2004.

Como ponto primário, tem-se valores, transparência e governança. A empresa é responsável por gerar benefícios para a sociedade e públicos, através do Código de Ética; difusão da cultura organizacional e balanço social. Dessa forma, a confiança, valor da marca são enunciados perante aos seus skateholders, principalmente. Em segundo ponto, está o público interno, que deve ser contemplado com investimento de capacitação, diálogo transparente, gestão participativa, respeito a diferenças e leis.

No item terceiro, encontra-se meio ambiente- foco das atenções empresariais, ora por motivos mercadológicos ou demanda da clientela. A empresa deve gerenciar impactos ambientais através de projetos, campanhas internas e externas. Os fornecedores e terceirizados são assistidos no fator 4, devendo estabelecer relação de parceria e transmissão de valores. Cuidado na seleção e incentivo é importante.

Os consumidores têm direito a qualidade dos produtos/serviços disponíveis, cabendo a publicidade orientar questões de uso e atendimento. O respeito a normas técnicas e excelência no SAC são fatores-chave. Por outro lado, no tópico 6, a comunidade merece ações sérias e comprometidas com suas características. Isso pode ser feito por meio de projetos sociais, financiamentos, desde que a empresa ouça e entenda a comunidade, tanto para seu sucesso como para bons resultados empresariais.

E, por fim, há responsabilidade das empresas para com o governo e sociedade, no tocante ao relacionamento ético, responsável e transparente. Isso pode ser promovido por doações legais, debates, audiência pública, participação em sindicatos, fóruns.

Referências

VELOSO, Letícia Helena Medeiros. Ética, valores e cultura: especificidades do conceito de responsabilidade social corporativa. In: ASHLEY, Patrícia Almeida. (ORG.). Ética e responsabilidade social nos negócios. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2006. p.2-16.

Link para ethos: http://www1.ethos.org.br/EthosWeb/Default.aspx

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