Por Caren Baraúna, Larissa Mahall e Samara Silveira

Muito se discute em aplicar a Responsabilidade Social Empresarial como dispositivo estratégico para melhorar e legitimar a imagem da organização e seu ramo de atuação. No entanto, pouco se discute com os funcionários sobre o processo ativo da RS. A opinião dos servidores sobre isso é de fundamental importância para a eficácia do processo, afinal para desenvolver ações, projetos, programas é essencial a participação de todos.
No âmbito das instituições bancárias, a RS tem sido trabalhada intensamente para, principalmente, melhorar diálogo com os clientes. E, a fim de otimizar este processo, organizações como o Banco Central do Brasil têm adotado programas de RS baseando-se em valores como ética, efetividade, compromisso e qualidade. A adoção de programas dessa natureza ocorreu pelo crescente interesse da população pelas atividades do BACEN e também como uma forma de reforçar a imagem da da instituição e reforçar sua atuação.
Nesse processo, segundo o setor de comunicação do BACEN, destaca-se a comunicação interna como base da RS: funcionários bem informados e satisfeitos são capazes de informar melhor à sociedade sobre o BACEN, fortalecendo a identidade do Banco.
No entanto, o resultado obtido pela pesquisa mostrou discursos quase que opostos entre funcionários e gestores. Os primeiros informaram que a comunicação dentro do Banco é feita de forma pouco efetiva, ou seja, nem todos os canais são explorados para levar aos colaboradores do Banco as informações mais importantes sobre o seu funcionamento. Os gestores por sua vez, afirmam que as políticas de Comunicação dentro do BACEN já evoluíram e continuam evoluindo.
Dessa forma, como ter certeza que a política de RS do BACEN funciona adequadamente? Como as instituições públicas enxergam essa questão?
Esse cenário revela o desafio para a área de Relações Públicas que muitas vezes esbarra nos interesses pessoais dos empresários. Então como ser ético se o gestor não contribui? Criatividade e equilíbrio dos interesses da empresa com os públicos. Além disso, é importante cativar e sensibilizar o gerente para adoção das práticas socialmente responsáveis, pois eles são líderes e têm poder de influência para conduzir processos administrativos, financeiros e comunicacionais.
Por tudo isso, nota-se que a distância entre discurso e prática deve-se principalmente que a Responsabilidade Social é entendida como busca pelo lucro e não pelo capital social.
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