Web 3.0, a
era da informação, as mídias digitais, redes sociais na Internet mudaram a
forma de se comunicar e, principalmente, agilizaram e ampliaram a gama de
recursos disponíveis para compartilhamentos e comentários. As empresas também
estão “logando” nesses espaços virtuais gradativamente, tanto para fins de
estreitar relacionamento com seus públicos como para lançar produtos, eventos,
serviços. As mídias sociais, porém devem ser usadas de modo consciente e equilibrado. Para tanto, o
bom senso deve ser constante, afinal tudo fica exposto, como numa vitrine.
Os arquivos
multimídia (fotos, vídeos, texto, som) postados devem considerar as possíveis
proporções que essa opinião pode repercutir, pois tanto família, amigos,
colegas de trabalho, (ex) chefe têm acesso ao material postado sendo ele da
empresa, igreja, clube do qual se participa. E, assim como na vida offline, não
se separa o João pai, do João advogado ou do João roqueiro, devendo haver um
filtro na publicação: o livre-arbítrio existe, no entanto as condutas sociais,
consequências e repercussão- positiva ou negativa também. Portanto, estabelecer
equilíbrio entre o profissional e o pessoal nos perfis sociais, o bom senso, educação
e o equilíbrio no tempo de acesso no trabalho e em casa devem ser bem
trabalhados para o bom uso dos veículos de comunicação digitais.
É importante
entender como devemos nos comportar diante das mídias sociais. Comportar no
sentido de saber o que dizer, de pensar antes de escrever, medir as consequências.
Temos direito de falar o que queremos, ter livre arbítrio. Porém, pensar duas
vezes é a melhor alternativa. Expor sua vida nas mídias não é boa ideia,
principalmente quando nos referimos a questões profissionais. Com as redes
sociais, muitas organizações estão, cada vez mais, se envolvendo no mundo
digital e online, agora, elas estão se atualizando e fazendo das mídias esse
meio.
Ter um bom comportamento profissional no ciberespaço não é tão fácil. Entretanto,
ter bom senso ajuda, por exemplo: não reclamar do lugar e do trabalho nas
mídias sociais (se você não gosta de onde trabalha, a melhor alternativa é procurar
outro emprego e não expor isso nas mídias), não usar abusivamente as mídias
para fins pessoais durante o expediente, não postar fotos com o uniforme da
organização em horário de lazer (pode ficar mal para a imagem da empresa, caso
ela tenha um perfil conservador), não incitar boatos e fofocas sobre a
organização e colegas de trabalho e tantos outros motivos que não somente levam
ao mau comportamento como também a atitudes antiéticas.
Nesse novo
contexto, o profissional de Relações Públicas precisa trabalhar para conscientizar
os funcionários sobre o uso dessas mídias. Impedir definitivamente não é a
melhor saída, mesmo porque sempre haverá formas de burlar essas proibições
(celulares com internet já não são coisa de outro mundo há algum tempo). A organização deve, através do RP, criar políticas educativas sobre o uso das
mídias sociais (no trabalho e fora dele) e estabelecer os limites desse uso no
ambiente de trabalho. Afinal, conscientizar é sempre melhor do que punir ou
vetar.

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