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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ética e mídias sociais: curta essa ideia!

Por Caren Baraúna, Larissa Mahall e Samara Silveira

Web 3.0, a era da informação, as mídias digitais, redes sociais na Internet mudaram a forma de se comunicar e, principalmente, agilizaram e ampliaram a gama de recursos disponíveis para compartilhamentos e comentários. As empresas também estão “logando” nesses espaços virtuais gradativamente, tanto para fins de estreitar relacionamento com seus públicos como para lançar produtos, eventos, serviços. As mídias sociais, porém devem ser usadas de modo consciente e equilibrado. Para tanto, o bom senso deve ser constante, afinal tudo fica exposto, como numa vitrine.

Os arquivos multimídia (fotos, vídeos, texto, som) postados devem considerar as possíveis proporções que essa opinião pode repercutir, pois tanto família, amigos, colegas de trabalho, (ex) chefe têm acesso ao material postado sendo ele da empresa, igreja, clube do qual se participa. E, assim como na vida offline, não se separa o João pai, do João advogado ou do João roqueiro, devendo haver um filtro na publicação: o livre-arbítrio existe, no entanto as condutas sociais, consequências e repercussão- positiva ou negativa também. Portanto, estabelecer equilíbrio entre o profissional e o pessoal nos perfis sociais, o bom senso, educação e o equilíbrio no tempo de acesso no trabalho e em casa devem ser bem trabalhados para o bom uso dos veículos de comunicação digitais.

É importante entender como devemos nos comportar diante das mídias sociais. Comportar no sentido de saber o que dizer, de pensar antes de escrever, medir as consequências. Temos direito de falar o que queremos, ter livre arbítrio. Porém, pensar duas vezes é a melhor alternativa. Expor sua vida nas mídias não é boa ideia, principalmente quando nos referimos a questões profissionais. Com as redes sociais, muitas organizações estão, cada vez mais, se envolvendo no mundo digital e online, agora, elas estão se atualizando e fazendo das mídias esse meio. 

Ter um bom comportamento profissional no ciberespaço não é tão fácil. Entretanto, ter bom senso ajuda, por exemplo: não reclamar do lugar e do trabalho nas mídias sociais (se você não gosta de onde trabalha, a melhor alternativa é procurar outro emprego e não expor isso nas mídias), não usar abusivamente as mídias para fins pessoais durante o expediente, não postar fotos com o uniforme da organização em horário de lazer (pode ficar mal para a imagem da empresa, caso ela tenha um perfil conservador), não incitar boatos e fofocas sobre a organização e colegas de trabalho e tantos outros motivos que não somente levam ao mau comportamento como também a atitudes antiéticas.

Nesse novo contexto, o profissional de Relações Públicas precisa trabalhar para conscientizar os funcionários sobre o uso dessas mídias. Impedir definitivamente não é a melhor saída, mesmo porque sempre haverá formas de burlar essas proibições (celulares com internet já não são coisa de outro mundo há algum tempo).  A organização deve, através do RP, criar políticas educativas sobre o uso das mídias sociais (no trabalho e fora dele) e estabelecer os limites desse uso no ambiente de trabalho. Afinal, conscientizar é sempre melhor do que punir ou vetar. 

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